Hemorragia Digestiva Baixa

Denomina-se hemorragia digestiva baixa o sangramento agudo que ocorre com origem no intestino delgado (distal), cólon e reto. Em 70 a 90% dos casos, o sangramento cessa espontaneamente em até 48 horas.

Em adultos, as causas mais frequentes são: doença diverticular (a mais comum), pólipos colônicos, tumores, colite isquêmica, alterações vasculares (angiodisplasias), retocolite ulcerativa, doença de Crohn e doenças orificiais como hemorroidas e fissuras anais. Em pacientes mais jovens, a doença hemorroidária e doença inflamatória intestinal são mais comuns.

O quadro clínico é variável, com sintomas que vão desde pequenas quantidades de sangue vivo, geralmente com as fezes, até sangramento volumoso, o que pode provocar instabilidade clínica e necessidade de transfusão sanguínea.

A avaliação inicial do paciente com hemorragia digestiva baixa, inicia-se com um histórico dirigido do sangramento e exame físico completo. Neste momento, o médico deve questionar os seguintes aspectos: duração do sangramento, recorrência, quantidade da perda sanguínea, mudança do hábito intestinal, medicações associadas a maior risco de sangramento, radioterapia prévia e antecedente de doenças gastrointestinais.

O exame físico deve incluir o exame proctológico minucioso com inspeção da região perianal e toque retal para caracterização da perda sanguínea e para o diagnóstico de patologias no ânus.

A avaliação laboratorial mínima consiste em hemograma e coagulograma.

Após excluir o sangramento de origem anal, a colonoscopia é o procedimento de escolha para a avaliação da hemorragia baixa. A identificação da origem do sangramento está estimada em até 82%.

Além da colonoscopia, podemos utilizar outros métodos diagnósticos como: cintilografia, arteriografia, enteroscopia e cápsula endoscópica. Estes exames estão indicados nos casos de sangramento de origem obscura e diagnóstico inconclusivo através da colonoscopia.

O tratamento é individualizado para cada caso. É de suma importância investigar a quantidade de sangue perdido e sua repercussão hemodinâmica. Devem-se instituir medidas com o propósito de realizar a reposição volêmica e corrigir os distúrbios associados.

O tratamento cirúrgico de emergência é necessário para cerca de 10 a 25% dos pacientes e as indicações mais frequentes são: instabilidade clínica não reversível e indisponibilidade de arteriografia, necessidade de mais de 2 litros de transfusão sanguínea em 24 horas, sangramento contínuo por 72 horas e pacientes com graves comorbidades.

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