Doença Diverticular dos Cólons

A presença de divertículos no intestino grosso constitui uma das doenças benignas mais frequentes da atualidade e de fácil diagnóstico.

O que você precisa saber

Por definição, divertículos correspondem à formação de pequenas saculações localizadas externamente na parede do intestino.

Sua incidência real não é conhecida, sendo mais frequente em países ocidentais e industrializados. Estima-se que 1/3 das pessoas acima de 65 anos e 50% da população com idade acima de 80 anos são portadoras da doença. Acometem ambos os sexos, porém, há predomínio nas mulheres.

Até hoje não conhecemos o mecanismo exato da formação dos divertículos, mas existem evidências que estejam relacionadas com o processo normal de envelhecimento, com a diminuição da ingestão de fibras na alimentação e com o aumento da pressão dentro dos cólons.

Em cerca de 70% dos portadores da doença diverticular não apresentam sintomas e são diagnosticadas casualmente através de exames.

Quando apresentam sintomas, a principal queixa do paciente é a dor abdominal, geralmente em cólica, localizada frequentemente do lado esquerdo do abdome. Outras queixas comuns são distensão abdominal, flatulência (gases) e alteração hábito intestinal (constipação ou diarreia).

As complicações mais comuns relacionadas à doença diverticular são diverticulite e hemorragia digestiva, que ocorrem entre 10 a 20% dos pacientes e nestes casos recomenda-se a avaliação imediata nos serviços de emergência. Na diverticulite, existe uma inflamação nos divertículos podendo ocasionar dor abdominal, acompanhada de febre, alteração laboratoriais e até mesmo perfuração. Na hemorragia digestiva, existe eliminação de sangue, de volume variável e felizmente cerca de 80% dos pacientes o sangramento cessa espontaneamente.

O diagnóstico da doença diverticular é baseado no quadro clínico, no exame físico e nos exames de enema opaco (raio-x contrastado do intestino grosso) e/ou colonoscopia.

O tratamento do paciente que não apresenta sintomas consiste na orientação para aumentar a ingestão de fibras vegetais que tem o objetivo de aumentar o volume fecal e diminuir a pressão dentro do cólon, recomendam-se cuidados com a ingestão de sementes duras que podem causar lesões diverticulares, tais como: sementes de uva, laranja, goiaba, jabuticaba, pera, maçã, limão, melancia e melão. Recomenda-se ainda, dieta não fermentativa para prevenir gases e distensão abdominal.

A doença diverticular não tem indicação cirúrgica, exceto em determinadas complicações, tais como a perfuração do divertículo e a hemorragia incoercível.

1 – O que significa “Doença Diverticular dos Cólons”?
A doença diverticular dos cólons é caracterizada pela presença de pequenas herniações na parede intestinal, apresentando características de bolsas. O termo divertículo é derivado da palavra latina diverticulum, que significa um pequeno desvio da via normal. Os divertículos são, portanto, “saculações” que se abrem na parede de um órgão oco, como o intestino.

2 – Quais são as causas da doença?
Ainda que a causa da doença diverticular dos cólons continue não totalmente esclarecida, há algumas evidências de que seja resultante de um conjunto de fatores, envolvendo questões estruturais, ambientais e de alterações relacionadas a contração do intestino grosso. A formação do divertículo na parede intestinal depende do aumento da pressão intraluminal, e da presença de pontos de fraqueza na parede colônica.

3 – A doença é comum?
Sim, a doença diverticular dos cólons tem distribuição similar no que diz respeito ao sexo e sua incidência aumenta com a idade; 3% antes dos 40 anos, 5% na quinta década de vida, 10% nos pacientes com a idade entre 50 e 70 anos e mais de 30% na oitava década.

4 – Quais são os sintomas da doença da doença diverticular dos cólons?
Em 70% dos casos a doença diverticular dos cólons não tem sintomas. Cerca de 10% dos pacientes apresentam sintomas inespecíficos como; dor abdominal intermitente, localizada principalmente do lado esquerdo do abdome, alternância do hábito intestinal (diarreia e constipação), sintomas associados à síndrome do intestino irritável como dor epigástrica, flatulência, falta de apetite, empachamento e massa palpável não dolorosa no abdome. Em 15 a 30% dos pacientes ocorrem complicações: diverticulite (10-25%) e hemorragia (5%). Os sintomas, portanto, estão relacionados ao tipo de complicação. Hemorragia diverticular – o sangramento é explicado pela rotura de artérias e arteríolas dentro do divertículo. A hemorragia é caracterizada pela presença de sangue vivo com coágulos em moderada ou grande volume ou, mais raramente, de fezes enegrecidas. O sangramento cessa espontaneamente em cerca de 70% dos pacientes.

5 – Quais são os principais sintomas nas complicações da doença diverticular?
Diverticulite – Na diverticulite aguda o sintoma mais frequente é a dor abdominal. Em geral contínua, de intensidade moderada ou grave e localizada geralmente no lado esquerdo do abdome. O segundo sintoma mais frequente é a febre, em torno de 38,50. O processo inflamatório quase sempre ocorre na cúpula do divertículo, secundário à irritação causada pelo material fecal endurecida (fecalito) em seu interior. Se a irritação progride seguem outras complicações como; perfurações, fístulas, obstrução intestinal, abscessos, entre outros.

6 – Como se faz o diagnóstico?
A maioria dos pacientes portadores de doença diverticular não apresentam sintomas e o diagnóstico é estabelecido com um enema opaco (RX contratado do intestino grosso) e / ou colonoscopia.

7 – Quais são os diagnósticos diferenciais da doença diverticular?
• Câncer de cólon
• Pólipos de cólon
• Síndrome do intestino irritável
• Colites

8 – Quais são os exames que auxiliam no diagnóstico das complicações da doença diverticular?
• Exames laboratoriais
• Raio-x simples de abdome
• Ultrassonografia do abdome
• Tomografia computadorizada do abdome
• Arteriografia / cintilografia (hemorragias)

9 – Qual é o tratamento da doença diverticular?
Na doença diverticular sem complicações; a conduta consiste na dieta rica em fibras e antiespasmódicos nas crises de dor. Na hemorragia diverticular o sangramento é autolimitado e requer apenas medidas para garantir estabilidade hemodinâmica e observação. Na diverticulite aguda sem complicações, o tratamento pode ser realizado em nível ambulatorial. Orienta-se repouso físico, dieta branda, analgésicos e antibióticos. Nos casos mais complicados, com distensão abdominal, dor intensa, febre, náuseas e ou vômitos, etc. o paciente deve ser internado. Cerca de 20% dos pacientes podem não responder ao tratamento clínico e a cirurgia deve ser realizada em tempo hábil.

10 – Podemos prevenir as complicações da doença diverticular?
A prevenção das complicações da doença diverticular em pacientes assintomáticos inclui principalmente a adoção de uma dieta rica em fibras, baixo teor de gorduras e aumento da atividade física. Para os pacientes sintomáticos, mas sem complicações, os tratamentos dos episódios de dor abdominal e diverticulite leve residem na utilização de medicações analgésicas, antibióticos e na mudança da dieta até que a inflamação seja controlada.

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