
Minha história se iniciou por volta de 2010. Estava cursando o último ano do ensino médio. Foi logo no início do ano que os sintomas começaram a aparecer. No meu caso, começou com dores intensas nas articulações e anemia, o que resultou em diversas internações. Após vários diagnósticos, a realização da primeira colonoscopia confirmou a Doença de Crohn, dando início ao tratamento com imunossupressores.
Por alguns anos a doença permaneceu controlada, mas eu já estava ciente de que, mais para frente, poderia passar por uma cirurgia e que provavelmente voltaria com uma colostomia.
Em 2016, engravidei e não tive crises durante a gestação. Foi tudo tranquilo, como se realmente não tivesse nada. No entanto, em 2017 houve uma piora significativa do quadro, com perda de peso e dores intensas, o que me levou à primeira cirurgia: ganhei uma bolsinha do lado direito, uma ileostomia, e tudo mudou.
Quando recebi alta, estava pesando 45 quilos e, durante alguns meses, consegui chegar ao peso ideal para minha altura. Cada dia uma nova conquista. Não era fácil, mas minha vontade de viver é tão grande que fiz de tudo para ser mais leve.
Ao longo desse período, busquei sempre enxergar aspectos positivos. Tive o apoio da minha família e amigos em todos os momentos, mas a minha grande motivação sempre foi minha filha, por quem prometi buscar a melhor qualidade de vida possível. E continuei!
Em 2023, passei por uma reconstrução de trânsito intestinal. Continuei com a bolsinha, pois ainda não era o momento de retirar. Bom, fiz muitos exames e fui vivendo a vida, até que um dia, em uma consulta, foi dito que poderíamos pensar em uma reversão. Então foram feitos muitos exames e precisei passar por uma dilatação. Fiquei internada para realizar o procedimento e, para minha surpresa, recebi o comunicado de que iria passar pela cirurgia na mesma semana.
Então, no dia 15/01/2026, depois de aproximadamente 9 anos com a bolsinha, fui submetida à cirurgia de reversão! Foi um sucesso. Confesso que tive medo, mas tive muita fé e lutei bastante pela minha recuperação. Graças a Deus, a toda a equipe que cuidou de mim e aos meus familiares que estavam ao meu lado, me passando força, consegui!
Acredito muito que podemos tudo e que os nossos pensamentos têm uma força imensa e incrível. Por mais que o momento não seja fácil, as coisas podem mudar.
Essa vivência me ensinou sobre a força da mente e da fé no processo de recuperação. Deixo como mensagem que, apesar das dificuldades, é possível recomeçar. Não somos definidos por um diagnóstico. Somos resistência e esperança!



