Maykon

Em 2010, aos 20 anos de idade, estava passando por momentos estressantes no trabalho, e em meados do mês de Abril, comecei a ter fortes dores de garganta, aftas na boca, mal-estar constante, isso trouxe dificuldades para me alimentar e beber um simples copo de água, e o resultado foi perda de peso.

Procurei uma profissional da área de otorrinolaringologia, e fiz uso de medicação por uma semana, porém, sem melhoras, as dores, aftas e dificuldades para me alimentar continuavam. No retorno, a profissional me indicou um gastroenterologista.

Fiz meu primeiro exame endoscópico, mas como o resultado foi inconclusivo, repeti o exame depois de alguns dias. Com o novo resultado, as opções eram: tuberculose, bactéria ou doença de Crohn. Então, resolvi saber a opinião de outro profissional da área.

Nesse meio tempo, meu quadro clínico piorou. As aftas só aumentavam, comecei a perder mais peso, e apareceram novos sintomas: dificuldade para ir ao banheiro, sangramento e hemorroidas.

O segundo profissional sugeriu uma simples cirurgia com rápida recuperação para retirada da hemorroidas, fiquei receoso, porém aceitei fazer. Realmente, a cirurgia foi simples, porém a recuperação não foi nada rápida. O corte não cicatrizava, e só depois desse fato, concluíram que meu problema de saúde seria doença de Crohn. Mas em todo esse tempo, eu não sentia confiança no tratamento dos profissionais, pareciam perdidos, sem rumo, também os remédios e pomadas receitados não faziam efeito nenhum. Moral da história, em Dezembro, 08 meses depois da aparição dos primeiros sintomas, só piorei, aftas continuavam, dificuldades para ir ao banheiro, mal-estar, meu peso de 65 Kg foi para 50 Kg.

Vários amigos e familiares já estavam cientes da minha situação, e uma amiga de São Paulo, (sou do interior rs), em uma conversa com minha mãe, percebeu que meus sintomas eram parecidos com os sintomas de uma amiga dela. Entramos em contato em Dezembro mesmo, marcamos uma consulta com outro pos, e finalmente acertamos! Com os resultados dos exames, o médico diagnosticou doença de Crohn! Já iniciamos o mais rápido possível o tratamento com outro medicamento, e a melhora do quadro clínico foi muito boa.

Tudo no começo é difícil, dieta nova, rotina nova. Demorou para ‘cair a ficha’. Mas hoje já lido com naturalidade, aceito e obedeço minha dieta e não tenho vergonha nenhuma em explicar o que tenho e sinto a outras pessoas.

Meu período de remissão tem sido longo, com poucos sintomas, mas é possível levar uma vida normal, trabalho, viajo com familiares e amigos, realizo trabalho voluntário com deficientes auditivos, me casei em 2014 com uma esposa que me apoia muito.

Mesmo com a distância de 199 Km da minha cidade e viajando a quase 06 anos já, faço questão de estar em todas as consultas, realizar todos os exames e continuar o tratamento que mudou minha qualidade de vida para melhor novamente.

Sou muito grato primeiro a Deus, depois a família e amigos que sempre me apoiaram e me ajudaram a encontrar o melhor tratamento, e claro a equipe de profissionais que desde o primeiro dia me trataram da melhor maneira possível.

Minha História de Vida



  • A pior dor do mundo é aquela que você está passando no momento, não importa a intensidade, desde que ela te atrapalhe a viver!

    Thiago Monteze



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  • A princípio você acha que o mundo vai acabar que nunca mais vai poder fazer, nem comer nada, que viverá restrita a um banheiro.... Depois vê que nada disso é verdade!

    Joyce



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  • Dias ruins são inevitáveis, porém eles podem passar e os dias bons voltam. Vale muito a pena ter paciência por que até o pior dia da sua vida só vai durar 24 horas.

    Gisele



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  • Há esperança sim! Há muito mais que esperança! Eu diria que a minha certeza é que a doença de Crohn não tem cura AINDA!

    Sandra Saud



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  • A doença me deu sentido na vida e me tornei uma pessoa melhor, aprendi a dar mais valor na família e a tudo de mais simples que possa existir.

    Daniele Cursino Gonçalves



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  • Tudo no começo é difícil, dieta nova, rotina nova. Demorou para ‘cair a ficha’. Mas hoje já lido com naturalidade, aceito e obedeço minha dieta.

    Maykon Sanches



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  • Nunca desanimem, aprendam a viver nas crises, dando tempo ao tempo e aprendam a desfrutar das melhores coisas da vida.

    Adriana Cerdeira



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  • A doença de Crohn não me impediu de fazer nada, ao contrário, gosto de mostrar às pessoas e a mim mesma que sou capaz de fazer!

    Angélica Vilas Bôas



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  • Fui obrigada a aprender a conviver com a doença ... mas a minha vida está bem melhor.

    Janaina Braga



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  • Se eu puder dar um conselho,não abandone seu tratamento, vá ao psicólogo e cuide da dieta!

    Thaís Rufino



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  • Há cinco tenho tido uma vida praticamente normal. Isso se deve, sem sombra de dúvidas, ao cuidado e orientações que venho recebendo.

    Edilson Vicente de Lima



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  • Aprendi a valorizar mais a vida, as pessoas, a doença me trouxe também muitas coisas positivas.

    Deissy Kelly Pereira dos Santos



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