daniela

Tudo começou no início de 2012, minha vida estava prestes a mudar radicalmente. A princípio eu suspeitei de hemorroidas, mas nada que uma pomadinha não resolvesse, mas a cada dia as dores aumentavam e a cada sintoma diferente me deixava debilitada, com dores nas pernas e dificuldades para andar, a cada ida ao banheiro era um tormento para mim.

Com apenas 28 anos de idade, casada e com duas filhas, uma de 1 ano e meio e outra de 6 anos, uma vida normal. Cuidava da casa, das filhas, do marido, passeava, curtia minha família e aos poucos comecei a me sentir inútil.

Já não conseguia fazer as tarefas diárias,e nem atenção para a filhas, com muita fraqueza mesmo após me alimentar tonturas, febres, cansaço, insônia, queda de cabelo, a pele ressecada, espasmos musculares, nervosismo e ansiedade as dores só aumentando, as pomadas não faziam efeito e a vergonha de procurar um médico me fez aguentar quatro meses.

Por fim coloquei a vergonha de lado e resolvi ouvir os conselhos de minha família, procurei um médico e logo na primeira consulta pediu um exame que para mim, era um tanto doloroso e vergonhoso, mas feito e exame, levei ao meu médico o resultado.

Ele me apresentou ali a doença de Crohn, um diagnóstico diferente, um mundo novo e desconhecido.

O susto foi inevitável, indescritível, os medos incontáveis, imaginava uma vida inteira de luta..

Procedimentos,remédios via oral,exames e uma dieta restrita de tudo que gostava e uma vida limitada.

Começava ali uma batalha árdua..

Eu e meu marido começamos a pesquisar e estudar sobre a doença e conhecer o que estava prestes a enfrentar.

Foram vários medicamentos via oral desdo inicio, os efeitos colaterais me desanimavam e as dores cada vez piores, apareceram ulcerações, fissuras e as hemorróidas inchadas cada vez mais. Com tantas inflamações, dores, vivi dias, momentos terríveis e intermináveis onde fazia banhos de assentos e passava a maior parte do tempo deitada... sem forças, sem ânimo, com 47 quilos e anêmica, tudo parecia desmoronar...

Foi ai que apareceu uma luz no fim do túnel, meu médico me encaminhou para uma medicação diferente .

Após as doses de ataque tudo foi melhorando e a esperança surgiu.

Após o diagnóstico, veio o tratamento, a medicação tirou minhas dores em poucos dias, e segui ali com comprometimento e certeza que tudo iria dar certo. Se passaram alguns poucos meses e apareceram as fístulas, recorri aos ginecologistas para saber o que estava acontecendo.... mas sem resultados fui encaminhada a um especialista em DII em outra cidade, como a fístula não aparecia em exames nenhum, fui submetida a um exame com sedação para marcar o trajeto e saber qual o tamanho da fístula após o procedimento que foi tranquilo e sem dor pode-se ver que era uma fístula perianal grande e se passaram algumas semanas fui submetida a uma cirurgia para o fechamento da fístula e novamente correu tudo bem, tudo tranquilo.

Em 2015 minha vida tomou outro rumo, a fístula se fechou entrei em remissão e em todos os momentos mesmo os piores nunca desisti de lutar me apeguei a Deus que foi minha fortaleza e meu alicerce. Começo de 2016 fiquei três meses sem o uso da medicação, por estar em falta na farmácia de alto custo.

Consequência... continuando sem dores, mas a fístula se abriu novamente, continuo o tratamento e o remédio via oral aproveitando a remissão passarei mais uma vez por mais um procedimento.

DanielaHoje estou aqui mais forte e feliz do que quando tudo começou.

Contei com a ajuda de muitos anjos como minha mãe, meu marido que foi > meu porto seguro, e de muitos amigos, muitas pessoas e familiares orando pela minha recuperação. Hoje quando olho para trás e vejo que foram anos de aprendizado divino.

A doença de Crohn para mim foi um renascer.

Extrai dessa doença só coisas boas, aprendi a não guardar mágoas, a superar, perdoar, lutar, sonhar, agradecer e ver como é bom viver com saúde e aprender com as dificuldades que aparecem, vivo uma vida sem restrições alimentares.

A doença me deu sentido na vida e me tornei uma pessoa melhor, aprendi  a dar mais valor na família e a tudo de mais simples que possa existir... fiz curso de Massagem e vários outros.

Hoje sou Terapeuta Holística de Reiki e uso essa terapia como um excelente complemento para meu tratamento da doença de Crohn e equilíbrio do meu corpo físico, mental e espiritual.

A vida de portadores de DII precisam ser vividas com leveza, porque não há outra saída.

Que Deus fortaleça todos que passarem por este desafio no qual eu passei.

Que venha mais aprendizado.. Evolução.. Evolução..

Muita saúde a todos!!!

Minha História de Vida



  • A pior dor do mundo é aquela que você está passando no momento, não importa a intensidade, desde que ela te atrapalhe a viver!

    Thiago Monteze



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  • A princípio você acha que o mundo vai acabar que nunca mais vai poder fazer, nem comer nada, que viverá restrita a um banheiro.... Depois vê que nada disso é verdade!

    Joyce



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  • Dias ruins são inevitáveis, porém eles podem passar e os dias bons voltam. Vale muito a pena ter paciência por que até o pior dia da sua vida só vai durar 24 horas.

    Gisele



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  • Há esperança sim! Há muito mais que esperança! Eu diria que a minha certeza é que a doença de Crohn não tem cura AINDA!

    Sandra Saud



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  • A doença me deu sentido na vida e me tornei uma pessoa melhor, aprendi a dar mais valor na família e a tudo de mais simples que possa existir.

    Daniele Cursino Gonçalves



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  • Tudo no começo é difícil, dieta nova, rotina nova. Demorou para ‘cair a ficha’. Mas hoje já lido com naturalidade, aceito e obedeço minha dieta.

    Maykon Sanches



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  • Nunca desanimem, aprendam a viver nas crises, dando tempo ao tempo e aprendam a desfrutar das melhores coisas da vida.

    Adriana Cerdeira



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  • A doença de Crohn não me impediu de fazer nada, ao contrário, gosto de mostrar às pessoas e a mim mesma que sou capaz de fazer!

    Angélica Vilas Bôas



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  • Fui obrigada a aprender a conviver com a doença ... mas a minha vida está bem melhor.

    Janaina Braga



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  • Se eu puder dar um conselho,não abandone seu tratamento, vá ao psicólogo e cuide da dieta!

    Thaís Rufino



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  • Há cinco tenho tido uma vida praticamente normal. Isso se deve, sem sombra de dúvidas, ao cuidado e orientações que venho recebendo.

    Edilson Vicente de Lima



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  • Aprendi a valorizar mais a vida, as pessoas, a doença me trouxe também muitas coisas positivas.

    Deissy Kelly Pereira dos Santos



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