angelica capa Quando tudo começou, eu era apenas uma menina de 10 anos, que não entendia o que estava acontecendo, e por isso achava alguns dos sintomas normais, eu tinha muitas manchas roxas que apareciam do nada no meu corpo, com o tempo outros sintomas começaram a aparecer, e quando minha mãe percebeu decidiu me levar ao hospital para ver o que estava acontecendo.

Devo dizer que foi uma saga, recebi diagnósticos absurdos! Passei com vários médicos e ninguém descobria o que eu realmente tinha. Alguns meses se passaram e eu tive minha primeira crise, sentia dores abdominais muito fortes, enjoos, diarreia, febre e perda de sangue, nessa época meus pais viviam me levando de um pronto socorro para o outro, todos estavam perdidos, e eu não seguia um tratamento, porque até então não sabia o que era.

Demorei cerca de 3 anos para receber o diagnóstico correto. Foi em uma dessas crises que passei com um médico que suspeitou que eu tinha algum tipo de colite, me encaminhou para o gastro, e me passou uma medicação, que teve um efeito milagroso, melhorei no mesmo dia que comecei a tomar, o que foi um alivio, pois a minha crise já estava durando meses.

Realizei os exames que confirmaram o diagnostico da tal Doença de Crohn, doença que eu nunca tinha ouvido falar, a médica me explicou que tinha tratamento, mas não tinha cura, que eu teria que aprender a viver com ela, foi um pouco assustador, mas o que podíamos fazer nesse momento era buscar informações. Nessa época comecei a me tratar, tomava vários remédios, uns 10 comprimidos por dia, que durante um tempo controlaram bem a doença, tudo isso acabou criando uma superproteção a minha volta, eu era insegura devido tudo isso, tinha medo que algo acontecesse comigo, mas tudo continuou caminhando bem, eu ia para escola, tinha meus amigos, e em muitos momentos até esquecia que tinha essa tal doença.

Aos 15 anos entrei na pior crise que tive até hoje, ela durou cerca de 9 meses, eu emagreci pelo menos uns 10 Kg, passava mal o tempo todo, fui afastada da escola, ficava deitada na minha cama sentindo muita dor, me isolei do mundo lá fora, fiquei meses sem ter contato com meus amigos, passava o dia inteiro em casa, pude contar com todo apoio e cuidado dos meus pais, e familiares que não mediram esforços para me ver bem. O médico que cuida do meu tratamento decidiu entrar com uma nova medicação, pois os comprimidos já não faziam efeito, ele acreditava que a terapia biológica faria um grande avanço no meu tratamento.

Comecei um novo tratamento, que na segunda dose me deu rejeição, foi um susto, porque todos nós estávamos contando que esse tratamento ia dar certo. Nesse momento o médico resolveu trocar a medicação. Desde então passei a ficar bem com o controle da doença.

AngélicaDurante um bom tempo tive muito receio do quão a doença de Crohn poderia interferir no meu futuro, tinha medo de que as crises virassem algo constante na minha vida e que eu não conseguisse trabalhar e estudar normalmente. Na época que dei inicio ao tratamento com terapia biológica muitas coisas mudaram na minha vida, comecei a trabalhar, namorar, saia com meus amigos normalmente, e foi nesse momento que percebi que não poderia viver com medo da doença de Crohn ou de qualquer outra coisa, a vida é feita de altos e baixos e o rumo do nosso futuro depende da maneira que encaramos os obstáculos que surgem no nosso caminho.

Atualmente eu tenho 22 anos, e por mais difícil que tenha sido lidar com a doença de Crohn, eu sei que hoje sou muito mais forte, e não tenho mais a insegurança de antes, lido com a doença com mais naturalidade. Claro que preciso tomar certos cuidados, principalmente em relação a minha alimentação. A doença de Crohn não me impediu de fazer nada, ao contrário, gosto de mostrar às pessoas e a mim mesma que sou capaz de fazer, e ser o que quero, independente de qualquer coisa. E é isso que busco, realizar meus sonhos, com a máxima dedicação possível. Estudo, faço faculdade de arquitetura, tenho uma família incrível, amigos extremamente companheiros, continuo cheia de sonhos e projetos para o meu futuro, e sempre digo pra mim mesma que não tenho uma doença, apenas convivo com uma. Manter o pensamento positivo e acreditar que tudo tem um porquê faz toda diferença, eventuais problemas aparecem no nosso caminho, é normal, o importante é manter a fé e os bons pensamentos que tudo fica bem.

Minha História de Vida



  • A pior dor do mundo é aquela que você está passando no momento, não importa a intensidade, desde que ela te atrapalhe a viver!

    Thiago Monteze



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  • A princípio você acha que o mundo vai acabar que nunca mais vai poder fazer, nem comer nada, que viverá restrita a um banheiro.... Depois vê que nada disso é verdade!

    Joyce



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  • Dias ruins são inevitáveis, porém eles podem passar e os dias bons voltam. Vale muito a pena ter paciência por que até o pior dia da sua vida só vai durar 24 horas.

    Gisele



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  • Há esperança sim! Há muito mais que esperança! Eu diria que a minha certeza é que a doença de Crohn não tem cura AINDA!

    Sandra Saud



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  • A doença me deu sentido na vida e me tornei uma pessoa melhor, aprendi a dar mais valor na família e a tudo de mais simples que possa existir.

    Daniele Cursino Gonçalves



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  • Tudo no começo é difícil, dieta nova, rotina nova. Demorou para ‘cair a ficha’. Mas hoje já lido com naturalidade, aceito e obedeço minha dieta.

    Maykon Sanches



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  • Nunca desanimem, aprendam a viver nas crises, dando tempo ao tempo e aprendam a desfrutar das melhores coisas da vida.

    Adriana Cerdeira



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  • A doença de Crohn não me impediu de fazer nada, ao contrário, gosto de mostrar às pessoas e a mim mesma que sou capaz de fazer!

    Angélica Vilas Bôas



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  • Fui obrigada a aprender a conviver com a doença ... mas a minha vida está bem melhor.

    Janaina Braga



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  • Se eu puder dar um conselho,não abandone seu tratamento, vá ao psicólogo e cuide da dieta!

    Thaís Rufino



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  • Há cinco tenho tido uma vida praticamente normal. Isso se deve, sem sombra de dúvidas, ao cuidado e orientações que venho recebendo.

    Edilson Vicente de Lima



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  • Aprendi a valorizar mais a vida, as pessoas, a doença me trouxe também muitas coisas positivas.

    Deissy Kelly Pereira dos Santos



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